Tuesday, December 15, 2015

REFÚGIO DE LIBERTAÇÃO



Neste tempo natalício, um tempo que deve ser de alegria, para mim é um momento de nostalgia, tristeza e saudade. Saudade do tempo que passou ao lado de amigos, familiares que já não estão aqui. Saudades de alguém que não chegou nem chegará... porque é assim o meu destino e mergulho neste meus livro, que é um refúgio de libertação.



Monday, November 30, 2015

MÁSCARA: «Aos outros, sorris. A ti, lavas-te de lágrimas.»



MÁSCARA

Mascaras-te
Na madrugada.

Crias-te, Vestes-te,
Levantas-te e segues,
No andar confiante,
Gritante, no teu íntimo.

Aos outros, sorris.
A ti, lavas-te de lágrimas.

Aos outros, és feliz.
A ti, adormeces na concha.

Na concha do desespero.

De máscara, te moldas
Num modelo feito de cristal
Que cintila ao sol e de som
Ouve-se o tinir quebrado:
Teu sonho de brado:
FELICIDADE!

Aos outros, és sério.
A ti, rebolas-te na areia.

Aos outros, falas.
A ti, cantas, danças...
... porque és um ser FELIZ!

 Isabel Montes

in Revista Digital «Efémera» de novembro/2015

Thursday, November 12, 2015

ESCOLA BÁSICA de SANTIAGO MAIOR: 30 ANOS DE EXISTÊNCIA




-Escola, onde estás?
-Situo-me AQUI, no teu MUNDO,
CORAÇÃO onde pulsa SABER
Ouvir, falar, escrever...
Ler, contar, desenhar, correr...
Amar, fazer amigos... semear... melodias... SER.

Desde cedo se aprende
Estrelas no céu a mirar...

Saúda-se a noite,
Acorda-se o dia, com sorrisos de alegria.
Novas Oportunidades renascem,
Tesouros escondidos, brasas
Incandescentes abrem horizontes,
Afagam o orgulho, jorram fontes.
Gente cresce, veste sonhos de criança...
O cabelo solta-se da trança.

Muda-se a visão de vidas...
As amizades são pérolas não perdidas,
Imagens vivas de álbuns que permanecem
Os bons anos esculpidos pelo Escultor Professor
Rumo ao SABER SER SANTIAGO MAIOR!
.
Autoria: Prof.ª Isabel Montes

Wednesday, September 23, 2015

MUDANÇA

«O Beijo do Morcego» - autoria Isabel Montes 

O tempo passou passou,
Como trem nos trilhos,
Nos trilhos de um povo,
Que aguarda um destino
E levou consigo as marcas
Da juventude do meu olhar.

Volto ao mesmo local.
Respiro fundo e o vento
Aninha-me o cabelo solto,
Sussurrando «És tu!».

Sim, «Sou eu», sou
A sapiência da vida,
Que me dá o saber ser
E me retira o equilíbrio
De um corpo que ganhou
Asas de pedra pesada,
Que voa no silêncio
Do degrau da escada
Em que me sento,
Pensando no que sou,
Pensando no que fui.

Mudança, um estado
Necessário para viver;
Urgente para quebrar
Barreiras de preconceitos
Vazios, destruidores
Da VONTADE de SER.

          Isabel Montes 
   in Revista Digital  «Efémera», setembro 2015

Monday, August 31, 2015

LAPA DAS POMBAS, Almograve

Imagem da autoria de Maria Isabel Montes

O local é o mesmo: um recanto natural.
O céu, o mar, as rochas, as gaivotas
assemelhavam-se ao «ontem».
As personagens são outras...
Mas "tu"
Estavas lá,
Cá, na memória. 
No meu coração, 
Na minha saudade.

Sunday, May 3, 2015

POEMA "MÃE"




Mãe
Mãe, palavra pequena, mas tão elevada.
Quem tem uma MÃE, tem tudo.
Quem já a teve, sente um vazio
Tão frio, um silêncio mudo.
Quem não tem MÃE, não tem nada.
Ah, que palavra cara, um topázio
No sentido da vida, ao longo do ser.
Querer caminhar ao teu lado
E de repente, sem saber
O porquê, a ausência chega
E o que era, já não é.
Apenas o retrato nos olha,
Mas, é simples quimera de outrora.
Que saudade, Mãe, da tua essência!
Que saudade, Mãe, da tua presença!
                 Maria Isabel Montes, abril 2015

Friday, March 6, 2015

POESIA «DESTINO»



Fotografia de Maria Isabel Montes

Desde cedo ouço dizer
E afirmar que tod' o ser
Se pauta por um destino.
Triste sina ou bem fadado,
Igual não há nenhum,
Nenhum fado traçado
Ou ocultado na palma da mão,
    quer se queira, quer não.

                   Maria Isabel Montes, Revista Digital «Efémera» (fevereiro 2015)

Monday, February 16, 2015

Andei, corri, saltei, voei...




Andei, corri, saltei, voei

Andei, corri, saltei, voei
Para cima daquela nuvem...
Queria esquecer a dor,
A dor que me consumia.

Um raio de tempo me fez esquecer
O sentir que sentia, mas sem saber
Voei, saltei, corri, andei
Para o leito que m’adormecia.

(...)

... É como a luz que alumia a gente.
A fé tal como ela é ou se sente
Ou... lá que é importante, é!

Isabel Montez, À Flor dos Sentimentos

Wednesday, January 28, 2015

HOJE JÁ NÃO TEM O MESMO SABOR



fonte: net


Porque hoje podia cantar-te
Porque hoje podia beijar-te
Porque hoje podia ouvir-te
Porque hoje podia chorar
Porque hoje podia rir
Porque hoje podia
O que não posso
Porque não estás
AQUI.
Ainda choro tua ausência, mãe.


Há 82 anos nascia uma menina linda, branquinha, de pele sedosa, olhos esverdeados e cabelo cor de oiro. ÉS LINDA!