Friday, March 6, 2015

POESIA «DESTINO»



Fotografia de Maria Isabel Montes

Desde cedo ouço dizer
E afirmar que tod' o ser
Se pauta por um destino.
Triste sina ou bem fadado,
Igual não há nenhum,
Nenhum fado traçado
Ou ocultado na palma da mão,
    quer se queira, quer não.

                   Maria Isabel Montes, Revista Digital «Efémera» (fevereiro 2015)

Monday, February 16, 2015

Andei, corri, saltei, voei...




Andei, corri, saltei, voei

Andei, corri, saltei, voei
Para cima daquela nuvem...
Queria esquecer a dor,
A dor que me consumia.

Um raio de tempo me fez esquecer
O sentir que sentia, mas sem saber
Voei, saltei, corri, andei
Para o leito que m’adormecia.

(...)

... É como a luz que alumia a gente.
A fé tal como ela é ou se sente
Ou... lá que é importante, é!

Isabel Montez, À Flor dos Sentimentos

Wednesday, January 28, 2015

HOJE JÁ NÃO TEM O MESMO SABOR



fonte: net


Porque hoje podia cantar-te
Porque hoje podia beijar-te
Porque hoje podia ouvir-te
Porque hoje podia chorar
Porque hoje podia rir
Porque hoje podia
O que não posso
Porque não estás
AQUI.
Ainda choro tua ausência, mãe.


Há 82 anos nascia uma menina linda, branquinha, de pele sedosa, olhos esverdeados e cabelo cor de oiro. ÉS LINDA!

Tuesday, December 16, 2014

LIVRO: O HOMEM SEM ALMA, MAS COM VIDA...


Um presente de Natal, na WOOK com 20% de desconto.

Sinopse
Andava de trás para a frente, como sempre, na rua do Castelo da vila pacata. Fora professor, mas a determinada altura a «alma» viajou… diziam que estava louco. Hoje, pessoas com os mesmos sintomas sofrem de Alzheimer, dizem os entendidos. Só que aquele homem tinha a felicidade de poder caminhar na rua, sentir o ar no rosto, a água da chuva molhar suas roupas e seu corpo, falar com miúdos atrevidos. Quem lhe roubou a alma? Terá sofrido uma deceção tão grande que se refugiou na loucura? Seis crianças resolvem entrar na casa daquela personagem e as peripécias acontecem. A amizade, a lealdade, a fé e a crença na cura são valores presentes neste conto em que a ficção e a realidade se confundem.
http://www.wook.pt/ficha/o-homem-sem-alma/a/id/14845238

Monday, November 24, 2014

ISKY, O GATO DE OLHOS AZUIS






Depois de um dia de trabalho, há uns 10 anos atrás, de vários kms andados, regressei ao meu carro. Coloquei a chave na ignição e o barulho que ouvia impedia-me de continuar. Pareciam as patinhas de pássaros dentro do motor do carro. Um senhor, que por sinal era mecânico, ajudou-me. Abriu o capô do carro e deparámo-nos com uns olhos lindos azuis  num pelo branco fofo. O senhor teve de ir buscar as chaves de ferramentas e desaparafusar parafusos e porcas. O animal custou a sair de um dos tubos. Que fazer com o animal? Deixá-lo em que lugar, pois já tinha parado em três lugares distantes e se o gatinho tinha conseguido sobreviver nesse trajeto... Indecisão!  Resolvi pô-lo no banco de trás e seguiu comigo para a sua nova casa.
 Mais um animal que trazia. A primeira reação dos meus pais foi «Por que não encontras uma ovelha»? E se encontrasse, faria o mesmo: seria um animal de estimação, membro da família.
Ao princípio o Isky estava tímido e nem queria comer. Inventei de tudo: granulado diverso; patés... até que começou a degustar pescada cozida.... e depois adotou uma das rações preferidas.
O tempo foi passando e fomos felizes. Foi a companhia dos meus pais, a minha ... a presença desejada.
Viu partir os donos mais velhos, sentiu a sua ausência... Há uns dias que não queria comer.. e até camarão eu cozia para que ele se alimentasse. Eu desejava chegar rapidamente a casa para ver se ele estava melhor. Melhorou! Mas... Ontem, pediu ajuda. Peguei nele e fui para o Hospital Veterinário.
Após o diagnóstico, o meu amigo partiu sereno.
As lágrimas corriam, correm e uma dor de vazio invadia, invade o meu interior.
Adoro-te, meu gatinho querido!

Wednesday, November 12, 2014

GARRAFA DE VINHO...POÉTICO






    Bebo  um
  Bebo dois
  Bebo  três
E vou bebendo… só  ou  contigo.
O sol brilha brilhante sobre mim.
Sobre mim, não em mim, porque
Em mim há lágrimas ou risos dos
Copos que humedecem os órgãos
Do meu corpo sedento de alegria.
E é tão pura a magia qu’embriaga
As madrugadas cheias d’um vazio
Assustador  que chego a sentir dor
Do choro ou  da  gargalhada  dada.
Um no-sense com sentimento.Meu
Olhar é espelho  do vivido, sentido
No  vinho que  me deita no leito de
Um sono profundo, porque já é dia!
 E a realidade é sóbria.

                                      Isabel Montes
        in Revista digital «Efémera» N.º 1


Saturday, October 18, 2014

S´ESTA SOLIDÃO...


Autor: Maria Isabel Montes


S’ esta solidão que me afoga os dias
M’ aclara as noites em saudade vão,
Vêm nem sei de onde ou saberei
A fonte que brota a lembrança perdida?...
Realidade ou fantasia? Já nem sei!
Sei que houve um tempo intemporal
Que deixou cair o prefixo «in»,
Invadindo a minh' alma. Esse sentimento
Atroz que varre a vontade do ser
Ou não ser… que mata a fome de viver.

                                      Maria Isabel Montes, 29/06/2014
                                  página 20 in Revista Efémera 0